Eu sinto tanta falta. Eu preciso de tantas coisas que já perdi. Careço viver meu passado de novo. Mas não posso, e temo esquecer dele algum dia, porque, de certo modo, eu sinto que ele é o que me faz acreditar que ainda possa haver dias melhores do que hoje, e quem sabe – o que acho hipotético – dias melhores do que ontem. Me fundamento nele, me visualizo nele, vivo nele. E se algum dia esquecer, a melhor parte de minha história haverá ido. E aí então, não imagino como permanecerá - é como um livro em que você só pode virar a folha pra página seguinte, e se você esquecer o que leu, não há razão para continuá-lo lendo. Então, eu o fecho.
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